Nascida em Hiroshima mais de duas décadas após o lançamento da bomba atômica – da qual sua família também não foi vítima – Fumiyo Kouno evitou escrever algo com esta temática, pensando não ser parte do ocorrido. Vivendo em Tóquio e estranhando o desconhecimento e o silêncio da sociedade sobre o assunto, decide aceitar a sugestão de seu editor e criar uma obra falando de sua terra: “Fazer uma história sobre isso é melhor do que não fazer nada”.
Desta decisão surgem A Cidade da Calmaria e a Terra das Cerejeiras, duas histórias com profundidade e sensibilidade ímpar – qualidade intrínseca à obra da autora – que se entrelaçam mostrando, através da jornada de suas personagens, as feridas e sequelas eternas deixadas por um dos capítulos mais deploráveis e dolorosos da história da humanidade.
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